Hoc Tempore Organiza Curso

A ONG Hoc Tempore definiu uma nova forma de atuação para o período 2007/2009, que consiste em priorizar o trabalho de formação e capacitação para a cidadania. Nesse sentido, está em formatação o curso de Direito Ambiental e Urbanístico e outro de Agenda 21 Local destinado aos participantes da Escola de Educação em Direitos Humanos e Cidania da UFPel, com data provável de início em setembro ou outubro.
A nova fase de atuação da Hoc Tempore compreende o investimento em capacitação e formação de lideranças populares, professores e outros públicos, para adquirir habilidadesem temas da cidadania ativa, tais como ambiente, consumidor, gênero, comunicação e educação.

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III Conferência Estadual das mulheres

Dia 30, sábado, acontecerá em POA, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa; a III Conferência Estadual de políticas para as mulheres.

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Pelotas e as Mudanças Climáticas

Um dos temas que compõem o cardápio de debate internacional é que trata, sem dúvida, dos efeitos dos gases de Efeito Estufa (GEE) no aumento intensivo da temperatura do planeta. Como consequência, o estudo de alternativas ao modelo de desenvolvimento em vigor e responsável por essa crise adqui8re enorme necessidade. O objetivo destas rápidas é de dialogar acerca do papel que a cidade de Pelotas ocupa nesse cenário e o que se pode fazer de contribuição positiva para a diminuição dos GEEs.Diversos pontos devem ser priorizados numa futura (que não deve demorar) que resulte na Política Municipal de Mudanças Climáticas. O primeiro deles diz respeito ao tratamento dos resíduos sólidos (lixo). Uma ação mais sistêmica precisa ser empreendida em Pelotas, pois terá efeitos na geração de empregos e na valorização da categoria de catadores, charreteiros e carroceiros, os quais já prestam um serviço à comunidade sem receber nenhuma remuneração. Cada tonelada de lixo que for coletada de forma separada e tiver um destino que seja a reutilização ou reciclagem, está-se poupando o uso de recursos naturais para novos produtos, como no caso do alumínio e do plástico. Isso tem um efeito direto na diminuição da emissão de gases, desde a não destruição de florestas e no que se poupa de energia e água caso não houvesse a o processo de seleção. Além disso, o envio de resíduos para o aterro (em muitas cidades são lixões a céu aberto) que seja liberado um dos gases mais danosos para o aquecimento, que é o metano. Assim, a coleta seletiva deve ser adotada em Pelotas nos próximos 5 anos como a regra geral no tratamento de resíduos, sob pena de a cidade ficar no final da fila dos bons exemplos.Uma outra ação deve ser encaminhada ao setor de transportes. Primeiramente consolidando uma política para o uso da bicicleta e de respeito aos seus usuários, já que essa é uma caraterística própria de Pelotas: ruas planas e milhares de usuários e em especial para uso no trajeto casa-trabalho. A cidade reúne todas as condições para proporcionar uma melhor logística nessa área. Outro aspecto deve ser um plano de metas que preveja um aumento substancial no número de usuários de transporte coletivo, seja com novos percursos, seja com aumento da frota e na melhoria dos carros, de forma a atrair um contingente maior. Além disso, o biodiesel entra como um novo alento á diminuição das emissões no transporte coletivo. Nesse tema também destaca-se a contribuição do automóvel particular de uso à alcool em relação à gasolina. A relação de emissões de gases de efeito estufa é de 1 (alcool) para 50 (gasolina). Não é preciso mais palavras pra dizer da vantagem do álcool nesse caso.Um outro setor que terá um lugar central nesse cenário será o da construção civil. Pensar situações em que o ar condicionado seja ligado poucas vezes a partir de construções inteligentes em relação á luz, calor e ventilação. Regrar na cidade, com ampla discussão social, a necessidade de que qualquer obra nova tenha de dispor de captação de energia solar nem que seja para o aquecimento interno e da água, a fim de diminuir o uso da rede e que possa haver compensação inclusive financeira, se esse for o entendimento. Deve-se pensar na situação em que o uso da água para fins físicos (descarga no banheiro) em que a potabilidade não seja necessária, tenha como regra a utilização de equipamentos que utilizem menos água, pois um simples uso no banheiro de uma casa (hoje é a regra) pode consumir 20 litros de água. Essa mesma água recebeu investimentos para que fosse tratada e foi necessária energia para ser levada até a residência. Por isso, cada litro economizado tem impacto ambiental e na economia do uso de energia.Ainda se pode falar da contribuição que a arborização urbana tem para as mudanças climáticas, ainda mais numa cidade sem verde que é Pelotas. Mas isso fica para outra oportunidade. Nesse momento o desejo é que se pense na necessidade posta para que Pelotas crie sua Política Municipal de Mudanças e se prepare para utilizar os instrumentos do Protocolo de Kioto mas, mais do que isso, seja ícone pela qualidade de vida.

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Ecossocialismo como alternativa emancipatória

O dia mundial do meio ambiente é um dia de reflexão, e nada mais importante do que refletirmos sobre alternativas emancipatórias. Digo isto para destacar a importância do socialismo como elemento transformador do futuro. O sociólogo português Boaventura de Souza Santos tem razão ao afirmar que o socialismo do século XXI deve ser diferente das promessas do passado, principalmente ao afirmar a sua posição em prol da diversidade. Logo, o socialismo somente pode ser transformador, se ao mesmo tempo for ecologista, feminista, antiracista, libertário e radicalmente democrático. Em qualquer hipótese, para mudar o mundo temos que mudar nossos hábitos e atitudes.

A queda do comunismo soviético, ao contrário de destruir o socialismo como alternativa, apenas libertou este importante viés do pensamento político do autorismo monolítico do stalinismo e da ditadura de estado travestida de ditadura do proletariado. Com a queda da “cortina de ferro” o mundo viu emergir uma nova forma de pensar a alternativa socialista, fundamentalmente baseada na relação equilibrada entre a humanidade e a natureza. Também verificou a “morte do homem” declarada por Foucault, que abriu o campo para o auto-reconhecimento da mulher contra o jugo do machismo, dentre outras lutas emancipatórias.

Na verdade, o modelo soviético stalinista em nada foi emancipatório, manteve o predomínio de relações machistas, xenófobas, intolerantes, além de ser pródigo na destruição da natureza. Sua morte foi necessária! Mas como bem ensina a ecologia e a natureza, a morte não significa o fim, e sim o nascimento do novo.

No meio da pregação cega dos neoliberais, a humanidade viu nascer o ecossocialismo como verdadeira alternativa de mudança. A defesa diversidade, contra a padronização do mundo e da vida do modelo capitalista, é radicalmente defendida pelos ecologistas e pelos socialistas. Nada mais correto do que a unificação das lutas em prol de uma mudança verdadeiramente radical.

Para libertar o homem do trabalho alienado, também é necessário estabelecer uma relação de reconhecimento entre os seres humanos e a natureza. O capitalismo tentou dominar a natureza em prol do lucro e de a*****ulação, alienando-a do seu espaço concreto e transformando-a em mercadoria ou em mero insumo produtivo. O resultado é a crise ambiental que, como todo a produção capitalista, é desigual em seus efeitos. Todos os indicadores demonstram que os problemas ambientais são mais graves na periferia do capitalismo. Portanto, para libertar a humanidade das amarras do capitalismo, também é importante libertar a natureza da dominação capitalista.

Se os partidos verdes do passado defendiam o lema “nem à esquerda nem à direita: verde”, que justificou o acordo com os neoliberais na Europa, os ecossoalistas reconhecem o anacronismo desta frase e entendem ser necessário, para proteger o meio ambiente, também superar o capitalismo. Mas a luta ecossocialista não é uma luta isolada, ela se articula, ecologicamente, com o feminismo, o movimento anti-racismo, o multiculturalismo radical e a cultura popular, os movimentos de trabalhadores da cidade e do campo, a economia solidária e a democracia participativa, dentre outras lutas emancipatórias.

No dia mundial do meio ambiente, defender o ecossocialismo é defender a mudança!

**Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestrando em ciências sociais, coordenador do GT ambiente da Associação Hotempore em Pelotas-RS.

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Notícias sobre gênero!

O blog Feminino sempre com postagens atuais sobre gênero:

http://melina-felix.blogspot.com/

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Projeto em Direitos Humanos

A Hoc Tempore tem como um dos objetivos centrais de atuação a promoção dos Direitos Humanos. Para efeitos de informação a quem nos visita, estaremos colocando aqui no GT Educação, temporariamente, as notícias dessa área.

Em março a Hoc Tempore apresentou projeto ao Fundo de Direitos Humanos do Brasil, com o tema “Espaço Político da Mulher em Pelotas”. Previsão de resultado para final de junho de 2007.

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Rede Critica a Criação de Secretaria de Irrigação

A Rede de ONGs e Movimentos Sociais do Bioma Pampa criticou, na Carta de Santa Bárbara a criação da Secretaria Estadual de Irrigação pelo Governo do Estado, e em especial a transferência do Sistema Estadual de Recursos Hídricos par o referido órgão. Há um entendimento da rede de que esta postura do governo do estado, além de autoritária, subverte os princípios que regem a política nacional do recursos hídricos que prioriza a utilização das águas para o abastecimento público, e não para a irrigação agrícola. Segunda a Carta, a transferência do sistema para a Secretaria de Irrigaçõ, tirando-a da Secretaria de Meio Ambiente, é claramente inconstitucional.

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HocTempore Encaminha Projeto à Fundação Ford

A Associação HocTempore encaminhou na semana passada projeto buscando financiamento à Fundação Ford. O projeto “Pampa 21: Construindo as Agendas 21 do Bioma Pampa”, tem por objetivos criar a base de articulação político-social para a construção da Futura Agenda 21 do Bioma Pampa, estudar os processos de Agenda 21 desenvolvidos no Bioma Pampa e dar suporte às Agendas 21 realizadas na Região.

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Oficina de Desenho Urbano: As Crianças, os Jovens e a cidade

Olá Prezados/as
Acabo de receber msg de vcs e espero contar com apoio para a divulgação do Projeto ODURB e realização desde 2001.
É um trabalho cultural, ambietal e de educação para a cidadania.
Vide texto abaixo.

Excelente material para trabalho com criaças, jovens e também adultos (em casa, na escola, na igreja, no clube, na associação, na abra assitencial, no sidicato, etc, tendo em vista a educação urbana para a cidadania.
Convidamos todas e todos a conhecerem as metodologias do PROJETO, a ajudar em sua divulgação, bem como adquirirem as produções do mesmo, por apenas R$15,00 (taxa de doação e remessa).
PROJETO:

“OFICINA DE DESENHO URBANO: AS CRIANÇAS OS JOVENS E A CIDADE – Quarta Etapa”(Em realização desde 2001)Atenção pessoas, organismos e instituições ligadas a cultura, educação para a cidadania, artes e ao planejamento municipal e urbano (planos diretores).O Projeto disponibiliza material de caráter educacional – culltural e artístico, composto por livro (formato Cd-rom), vídeo e coleção de três cartelas sanfonadas, com dez postais cada, direcionado a pessoas e instituições ligadas à educação, cultura, artes, formação para a cidadania e planejamento urbano e municipal participativo.Para solicitar gratuitamente as produções acima indicadas (pagando apenas as despesas de expedição e remessa, no valor de R$15,00), acesse o sítio:http://www.proex.ufu.br/Oficina/CPF.asp
Síntese do Projeto
O Projeto Oficina de Desenho Urbano: As Crianças, os Jovens e a Cidade iniciou-se em abril de 2001, tendo a Primeira Etapa (2001/2002) sido desenvolvida em parceria entre a UFU (PROEX / DICULT) e a Prefeitura Municipal de Uberlândia – PMU. Com caráter interinstitucional e interdisciplinar, essa Etapa envolveu professores de várias disciplinas e níveis de ensino, e colaboradores (profissionais de diversas áreas, estudantes e outros interessados). Tais interessados se reuniram para pensar e formular o Projeto, bem como para planejar uma ação de desenho com crianças e jovens, tendo como finalidade trabalhar com desenhos elaborados por eles, enquanto registros gráficos que falam e mostram a cidade na qual vivem e a cidade que desejam e querem construir. A Ação: “Desenhando e Construindo a Cidade no Cerrado” realizou-se no dia 30 de Setembro de 2001, tendo como proposta desenhar “a cidade que você vive e a cidade que gostaria de construir”. A atividade aconteceu em trinta praças do município (sendo 26 na cidade e 4 nos distritos de Tapuirama, Martinésia, Cruzeiro dos Peixotos e Miraporanga) quando três milhares de pessoas especialmente crianças e jovens e também adultos e idosos compareceram espontaneamente às praças para desenhar a cidade e as vilas sedes dos distritos.
Na concepção inicial do Projeto estava contida a idéia de elaborar e desenvolver coletivamente o trabalho, sendo que no primeiro ano (2001) estiveram diretamente envolvidos na linha de frente do mesmo quase trinta pessoas, incluindo além de professores, técnicos e alunos da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), representantes de dez diferentes secretarias da Prefeitura Municipal de Uberlândia e outros interessados.
Como resultados da Primeira Etapa, em 2002 foram publicados uma série de 10 postais com desenhos de diversos desenhadores, um encarte no Caderno Revista / Jornal Correio (Uberlândia – MG, edição de 07/07/2002), um CD Rom “Demandas Desejos” com as proposições para a cidade e o município oriundos dos desenhos e o Livro “Oficina de Desenho Urbano: Desenhando e Construindo a Cidade no Cerrado” .
A Segunda Etapa, desenvolveu-se entre 2003 e 2004, envolvendo a Diretoria de Culturas –DICULT / Pró-Reitoria de Extensão, Culturas e Assuntos Estudantis – PROEX / UFU e o Instituto de Geografia – IG / Laboratório de Ensino de Geografia – LEGEO / UFU, teve como finalidade publicar a 2º edição revisada do Livro, e editar o vídeo cultural-educacional: “DesenhosCidadesDesejos” (VHS /19 minutos).Para o vídeo e o livro que foram lançados em novembro de 2004 contou- se com o patrocínio cultural da Caixa Econômica Federal e o apoio do Mosteiro Zen Morro da Vargem / Estação Cultural (Ibiraçu / ES) e a empresa Cine Vídeo (Uberlândia).
A Terceira Etapa do Projeto desenvolveu-se entre novembro de 2004 e dezembro de 2005, inserida no PROGRAMA DE APOIO À EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA VOLTADA AS POLITICAS PUBLICAS – PROEXT 2004 – SESu / MEC, e teve como meta a continuação da divulgação das metodologia do Projeto, distribuição das produções já disponíveis e a confecção da coleção de 3 (três) cartelas sanfonadas (com 11 postais cada) “Conversas de Desenhos com Desenhos”.

Quanto as cartelas, elas ficaram prontas em abril de 2006 e foram enviadas sem nenhum ônus para as pessoas que adquiriram anteriormente as produções do Projeto.Na Quarta Etapa do Projeto, iniciada no mes de março de 2006, continuaram os trabalhos de divulgação das produções, incluindo as cartelas “Conversas de Desenhos com Desenhos” (coleção de três cartelas sanfonadas, com 500 exemplares de cada uma), na realização de quatro oficinas para difusão das metodologias do Projeto, voltadas especialmente para professores das redes municipais e estadual de ensino, em quatro das seguintes cidades sedes de Superintendências Regionais de Ensino: Uberaba, Patrocínio, Ituiutaba, Monte Carmelo, Patos de Minas e Paracatu, e também na avaliação das metodologias, conteúdos e formas de apresentação das produções, bem como dos resultados de suas utilizações, por intermédio dos usuários do material produzido (pessoas que solicitarem as produções por meio da Internet).Por outro lado, o desenvolvimento da Quarta Etapa tem em vista também a edição de uma livro, que pretende retratar, refletir e teorizar sobre as experiências realizadas nestes cinco anos de Projeto (primeira, segunda, terceira e quarta etapas), e nela continuam atuando em parceria a Diretoria de Culturas –DICULT / Pró-Reitoria de Extensão, Culturas e Assuntos Estudantis – PROEX / UFU e o Instituto de Geografia – IG / UFU, através do Laboratório de Ensino de Geografia – LEGEO

Para contatos, o endereço eletrônico do Projeto é: odurb@proex.ufu.brPara maioresI nformações sobre o Projeto, acesse:

http://www.proex.ufu.br/2020/default.asp

Luiz Gonzaga Falcão Vasconcellos – Coordenador do ProjetoGeógrafo Urbanista / Professorfalcao@ufu.br e falcao@com4.com.br

Instituto de Geografia – IG

Universidade Federal de Uberlândia – UFU
Campus Santa Mônica – Bloco H – Sala 1H09 – Santa Mônica
38400-902 Uberlândia – MG – BrasilTel. 34 / 3239-4169 Ramais 36 e 43
Fax. 34 / 3239-4169 Ramal 41
Tel. 34 / 3083-1014 (Fixo – Móvel / Local)

Gratos pela atenção.

L G Falcão Vasconcellos
Geógrafo Urbanista e Professor

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HocTempore inicia estudo sobre a desigualdade no acesso às águas

A Associação HocTempore iniciou estudo sobre a desigualdade no acesso às Águas no Bioma Pampa. Para tanto está realizando levantamento sobre indicadores de prestação dos serviços de saneamento e abastecimento junto aos órgãos públicos. Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas em Políticas Ambientais e Urbanísticas da ONG, Sandro Miranda, “o trabalho, apesar de audacioso e inovador é ainda muito incipiente, motivo pelo qual estamos buscando financiamento junto à fontes públicas e particulares para efetivá-lo”. Ainda segundo Sandro, “várias hipóteses podem ser apresentadas como causadoras da desigualdade, desde a ausência de políticas públicas de saneamento, o tratamento das águas como bens privados e não públicos como determina a lei, o funcionamento precário dos comitês de bacias, dentre outros”.

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