Biologia da aranha marron

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As aranhas do gênero Loxosceles são conhecidas geralmente como aranha-marrom no Brasil, araña de rincón, aranã de de los cuadros em países como Chile e Argentina e ainda brown spider ou brown recluse spider nos Estados Unidos. Essas aranhas, como outras tantas que se adaptaram bem a viver em ambientes modificados pelo homem, seriam desconhecidas da maioria da população não fosse pelo fato de seu veneno ser capaz, mesmo nas quantidades extremamente pequenas em que é injetado no corpo das pessoas, de causar problemas de saúde de intensidade leve a grave, podendo inclusive em poucos casos levar à morte.
Fotos e informações sobre Loxosceles intermedia.

FATOS IMPORTANTES SOBRE A BIOLOGIA DE Loxosceles.

- Estão entre as aranhas mais longevas da subordem Araneomorphae (Galiano 1967). Aranhas de tamanho corporal próximo ao das aranhas-marrons vivem em geral apenas um ano, mas as Loxosceles podem passar de 5 anos!

- Apresentam a menor taxa de perda de água registrada entre as aranhas (Eskafi et al. 1977). A maioria das aranhas podem passar meses sem alimento, mas são bem menos resistentes a falta de água. Algumas espécies de Loxosceles podem ficar mais de um ano sem água e sem alimento.

- As aranhas em geral têm o sexo geneticamente determinado, mas antes da maturidade sexual é difícil distinguir entre machos e fêmeas.

DETALHES DA BIOLOGIA DA Loxosceles intermedia, a espécie de aranha-marrom mais abundante no Paraná. Os dados a seguir foram coligidos dos estudos da Bióloga Marta L. Fischer.
- Tempo de incubação do ovos: 50 dias
- Número médio de ovos por ooteca: 53 (até 110 foram encontrados)
- Fertilidade dos ovos: 70%
- Tempo desde a oviposição até a maturidade: 269 a 504 dias
- Machos e fêmeas amadurecem aproximadamente no mesmo tempo
- Machos: de 6 a 8 mudas até maturidade sexual
- Fêmeas: de 5 a 8 mudas até maturidade sexual.
- A razão sexual é de aproximadamente 1:1, ou seja, 50% de machos e 50% de fêmeas
- Em geral os machos tem pernas mais longas e peso menor, comparados às fêmeas
- O desenvolvimento das aranha depende do tipo de presas ingeridas (dieta), da quantidade de presas ingeridas e da temperatura ambiental
- A longevidade média das fêmeas é de 1176 dias (mais de 3 anos), mas existem registros de fêmeas que viveram mais de 6 anos em laboratório
- A longevidade média dos machos é de 557 dias (próximo de um ano e meio), mas existem registros de machos que viveram mais de 2 anos em laboratório
- A Loxosceles intemedia não tolera temperaturas muito altas (mortalidade inicia a 40 °C para aumento de temperatura gradual)
- A Loxosceles intermedia resiste a baixas temperaturas (até -5 °C)

RELAÇÃO ENTRE A A BIOLOGIA DE Loxosceles intermedia E ACIDENTES LOXOSCÉLICOS

A Loxosceles intermedia caracteriza-se como uma ótima colonizadora de residências humanas: ocorre a reprodução durante o ano todo, tem grande longevidade, facilidade de ocorrer cópula dado o encontro de machos e fêmeas, não tem aparentemente predadores especializados em caça-las. Essas aranhas ocorrem em baixas densidades em ambientes naturais, mas se adaptaram muito bem as construções feitas pelo homem. Podem permanecer longos períodos sem alimento, e podem até mesmo ingerir outros insetos ou aranhas mortos, ocasionalmente. No entanto, uma característica que influencia diretamente a chance de ocorrência de acidentes é sua intensa locomoção. Em meu Doutorado pela USP-SP, pude perceber a maior locomoção em laboratório de Loxosceles intermedia, comparada a outras espécies de Loxosceles (L. laeta e L. gaucho). Esse fato foi confirmado em estudos posteriores (casa do CPPI) e em muitas horas de trabalho de campo. Como se locomove mais, principalmente em dias mais quentes e sob baixa intensidade luminosa, a Loxosceles intermedia tem muito mais chances de contato com o ser humano. E também podem reinfestar facilmente casas onde foi realizado o controle, bem como colonizar construções novas.

www.aranhamarrom.net

Aranha Armadeira

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(Phoneutria nigriventer)

Características – possuem cor cinza ou castanho escuro e pelos curtos no corpo e nas pernas. Próximo aos ferrões os pelos são vermelhos. O corpo é coberto por pêlos curtos, aderentes, marrons acinzentados, o segmento basal da quelícera tem pêlos vermelhos. No dorso do abdômen há pares de manchas claras formando uma faixa longitudinal e desta seguem filas laterais oblíquas de manchas menores. O ventre da fêmea é negro e do macho alaranjado, apresentando o macho um colorido geral mais claro, amarelado. As pernas apresentam espinhos negros implantados em manchas claras. Quando adultas, chegam a atingir até 17 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo tem de 4 a 5 cm. Não fazem teias. Tempo de vida atinge aproximadamente 4 a 5 anos, geralmente morrendo após a última postura por estarem bem debilitadas.

Habitat – comum na Mata Atlântica. Podem ser encontradas em lugares escuros, terrenos baldios, zonas rurais, buracos na terra, entre folhagens de arbustos, sob troncos de árvores, no interior escuro das bainhas das folhas de coqueiros ou palmeiras derrubadas ao chão ou dentro das bainhas das bananeiras, inclusive entre os cachos de frutas, pilha de lenha, telhas e tijolos. Podem entrar por debaixo das portas das residências, escondendo-se dentro de calçados.

Ocorrência – em todo o Brasil.

Hábitos – são errantes, crepusculares, noturnos e solitárias. Durante o dia, se esconde em plantas ou outros lugares. Geralmente à noite saem para caçar. Caminham em vários locais a fim de buscar alimento, ocorrendo a entrada nas residências para se abrigar também. São muito agressivas, costuma irritar-se facilmente e assumem postura ameaçadora, levantando as patas da frente quando se sente ameaçada, expondo seus ferrões, “arma o bote” e salta sobre sua vítima, de onde vem seu nome. Consegue saltar distâncias de até 40 cm. É feroz, desferindo várias picadas seguidas e injetando veneno em cada uma.

Alimentação – alimentam-se de insetos em geral e pequenas lagartixas.

Reprodução – ovíparas. Costumam acasalar-se no inverno. Sua ooteca é reconhecida por ter um formato de um prato, é branca, onde a mãe fica em cima cuidando. O desenvolvimento se dá entre 20 e 25 dias, a postura possui em torno de 700 ovos. Os filhotes após o nascimento, tecem seu próprio fio, o que vai formar um lençol horizontal, e toda noite tecem um novo lençol, subindo cinco centímetros até alcançarem aproximadamente meio metro do solo, é um mecanismo onde eles podem ter sua primeira refeição praticando o canibalismo e ficam longe de predadores até que consigam partir para sua vida errante.

Ameaças – matança indiscriminada

Cuidados – são comuns os acidentes, podendo ser graves para crianças menores de 7 anos. O sintoma predominante é uma dor intensa no local da picada que persiste durante algumas horas e irradia-se por toda a região, ocasionando queda de pressão, prostração, tontura, vômitos, dispnéia, sudorese, aumento das secreções glandulares e espasmos. O tratamento em geral consiste de aplicação local de anestésico e, em casos graves, de aplicação do soro antiaracnídico. Os acidentes ocorrem quando colocamos a mão em ambientes escuros, ou dentro de caixas, calçamos os sapatos, etc. A aranha pica ao sentir o movimento a sua frente, o que para ela é uma ameaça. Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto-medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

Fonte: www.vivaterra.org.br


Aranha – Ordem Araneae

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Aranha caranguejeira: espécie que não inocula veneno

Reino Animalia
Filo Arthropoda
Classe Arachnida
Ordem Araneae

As aranhas são artrópodes pertencentes à Classe Arachnida, a mesma dos escorpiões, apresentando corpo dividido em cefalotórax e abdome, com quatro pares de pernas, apêndices, quelíceras e fiandeiras. Logo, não são insetos, já que não pertencem à Ordem Insecta.

A Ordem Araneae, a qual as aranhas pertencem, é um dos maiores grupos animais no que diz respeito à sua diversidade. Essas predadoras estão distribuídas por todo o mundo, existindo em nosso país mais de 12 mil espécies. São muito importantes no controle populacional de diversos invertebrados – inclusive insetos.

Em razão de a maioria das espécies construírem teias, desempenhar estratégias muito surpreendentes de predação, e também possuir veneno, são animais que, além de curiosidade, despertam medo nas pessoas. Entretanto, acidentes não são tão frequentes, e ocorrem quando estes se sentem ameaçados. Por isso, é necessário ter bastante cuidado, por exemplo, ao calçar um sapato sem antes verificar se não há nada dentro dele.

Três são os gêneros das aranhas peçonhentas encontradas no Brasil: Phoneutria, Latrodectus e Loxosceles; abrigando as armadeiras, viúvas-negras e aranhas-marrom, respectivamente. A partir destes dados, outra informação importante é a de que aranhas caranguejeiras não inoculam veneno.

Quanto às armadeiras, estas pertencem a um dos grupos mais agressivos. No momento do ataque, elas levantam suas patas dianteiras e, apoiadas sobre as traseiras, saltam em direção ao alvo. A maioria dos acidentes envolvendo aranhas é causada por animais pertencentes a este gênero, provocando dor intensa, vermelhidão, pequeno inchaço e sudorese local.

As viúvas-negras possuem este nome porque ao final do acasalamento, em muitas espécies do grupo, a fêmea arranca a cabeça do macho e o devora. Seu veneno provoca dor intensa, e pode causar, em algumas situações, sudorese, taquicardia, hipertensão e contrações musculares e, em situações graves, choque anafilático. Em homens, pode provocar priapismo: uma ereção persistente e frequentemente dolorosa.

As aranhas marrons possuem tamanho pequeno, porém um veneno muito potente. Não são agressivas, mas atacam quando são pressionadas contra o corpo, formando uma ferida de difícil cicatrização e que pode causar necrose, caso a pessoa acidentada não tome as devidas providências clínicas. Alguns pacientes, também, desenvolvem quadro de anemia e até mesmo insuficiência renal, revelando a importância de se buscar auxílio médico.

Para todos esses casos de araneísmo, existe soro, cuja principal forma de uso é a intravenosa. Pode ser recomendado o uso de anti-histamínicos, a fim de prevenir contra reações alérgicas.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

Fonte: www.brasilescola.com


Aranha-marrom

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Nome Científico: Loxosceles

Nome em Inlgês: Brown Spider ou Violin Spider

Identificação: É a menor aranha entre as mais perigosas (Corpo 7-12 mm). Por causa dos hábitos noturnos e seu tamanho, passam desapercebidas pelo homem e podem então proliferar-se extraordinariamente. Os machos têm corpo menor e pernas relativamente mais longas. O cefalotórax é baixo, isto é, não ultrapassa, em altura, o abdômen, os olhos são seis, reunidos em três pares de quelíceras são soldadas na base. Todas apresentam um colorido uniforme que varia do marron claro até o escuro, podendo apresentar no cefalotórax um desenho amarelo em forma de estrela (L. gaucho). As fêmeas alcançam a maturidade sexual em média aos 328,5 dias e os machos em 454,7 dias. Uma fêmea pode produzir até 15 ootecas que contêm de 22 a 138 ovos. A duração de vida é de 1536 dias para as fêmeas e 696 para os machos que acasalaram.

O ataque: Não são aranhas agressivas e a maioria dos acidentes (cerca de 80%) ocorrem dentro de casa. Elas picam quando são comprimidas contra o corpo da vítima, dentro de roupas , toalhas de banho e na cama.

Onde são encontradas: São aranhas domiciliares que se alojam, de preferência, nos armários, roupas e sapatos velhos. Comprimidas ao corpo da vítima quando esta se vete ou calça o sapato, desferem seu ataque. As picadas atingem, com mais freqüência, os antebraços, braços e ombros, colo, nuca, rosto, tórax, ventre e, mais raramente, outras partes do corpo.

Distribuição geográfica: Gertsh (1959 e 1967) fez uma revisão das espécies do gênero Loxosceles, que ocorrem o continente americano; citou 18 espécies para a América do Norte, Central e Antilhas e 30 para a América do Sul.

Lista de algumas das espécies:

L. rufescens – Cosmopolita; EUA, onde foi introduzida e provavelmente América Central e do Sul e em diversas ilhas do Oceano Atlântico.

L. rufipes – Toda a América Central e Colômbia

L. laeta – Toda a América do Sul até a América Central (Chile, Peru, Colômbia, Equador, Argentina, Guatemala e Honduras).

L. gaucho – L. similis – Brasil

L. variegata – Paraguai

L. spadicea – Bolívia

L. lutea – Colômbia e Equador

Habitats: Habitam os climas quentes e temperados e no continente americano ocorrem cerca de 50 espécies diferentes.

Ação do veneno (peçonha): O veneno tem ação proteolitica e hemolítica e, se manifestam tardiamente, em torno de 12 a 24 horas após o acidente.

Quadro clínico: O quadro clínico cutâneo caracteriza-se por edema, eritema, dor local semelhante a queimadura. Quando há comprometimento cutâneovisceral, observamos febre, mal-estar generalizado, icterícia, equimose, vesículas, bolhas, necrose e ulceração. A urina torna-se escura, cor de “coca-cola”.
Pode evoluir para oligúria, anúria e insuficiência renal aguda, semelhante ao que ocorre no acidente crotálico.

Tratamento: (O tratamento específico é feito com o soro antiaracnídeo e/ou antiloxoscélico, 10 ampolas pelas via endovenosa. O tratamento complementar consiste na limpeza local com anti-sépticos e hidratação do doente de maneira semelhante ao preconizado para o acidente crotálico.
A vacinação anti-tetânica está indicada. Os antibióticos devem ser utilizados quando houver infecção secundária de maneira semelhante ao preconizado no acidente botrópico. O emprego do soro específico deve ser feito até 36 horas após o acidente.

Conduta frente a picadas de Aranhas e Escorpiões:

* Evitar que o paciente se movimente muito;
* Não fazer torniquete no membro acidentado;
* Aplicar compressas frias (10 a 15 ºC) nas primeiras horas;
* Aplicar respiração artificial, caso a pessoa não estiver espirando bem.;
* Encaminahr ao serviço médico.

IMPORTANTE: Toda pessoa agredida por aranhas deve ser encaminhada ao Pronto Socorro e se possível levar a aranha para identificação. Lembre-se sempre que a rapidez de atendimento em acidentes com qualquer animal Peçonhento pode significar a diferença entre a vida e a morte. A auto medicação pode ser fatal e não deve ser realizada. Procure sempre um médico e o pronto socorro mais próximo.

Lúcia Helena Salvetti De Cicco
Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

Fonte: www.saudeanimal.com.br


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