Carrapato

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Carrapato-estrela macho e fêmea, respectivamente.

Os carrapatos são pertencentes ao filo Arthropoda, subfilo Chelicerata, classe Arachnida e ordem Acarina. São ectoparasitas e hematófagos, ou seja: se alimentam de sangue de mamíferos, aves, répteis ou anfíbios e podem fazer isso até estourarem – literalmente!

Geralmente são ovais, apresentando forma esférica ao se alimentarem. Alguns são parasitas permanentes e outros, temporários, vivendo alguns momentos de seus ciclos de vida no seu hospedeiro.

Quanto ao ciclo de vida, passam por estágio de ovo, larva, ninfa e adulto, sendo que essas três últimas precisam de um hospedeiro para prover alimento. Fêmeas fertilizadas, após se alimentarem, colocam seus ovos em local protegido e cada ovo dá origem a uma larva, que se desenvolve até o estágio adulto.

A reprodução nos carrapatos é sexuada interna, com desenvolvimento direto e unissexuada: as fêmeas se formam por partenogênese e os machos, por fecundação. Neste tipo de reprodução assexuada, quando os ovos não fecundados dão origem a fêmeas, é denominada partenogênese telítoca.

São conhecidas mais de 800 espécies no mundo que ocupam, exceto a Antártida, todos continentes, nos mais diversos ambientes: mato, madeiras, frestas, plantas, animais, etc. Alguns, pertencentes à família Ixodidae, possuem carapaça resistente feita de quitina e são os de maior interesse médico e veterinário, pelos danos que podem causar. Os pertencentes à família Argasidae são conhecidos como “carrapatos moles”, pela ausência desta estrutura.

Quanto aos males que causam, dependendo da quantidade de animais presentes no hospedeiro, podem proporcionar danos pelo excesso de sangue perdido; em razão das substâncias de sua saliva, podem causar alergia, irritação, febre e, até paralisia; e podem transmitir moléstias, uma vez que são vetores de doenças causadas por vírus, bactérias, protozoários e riquétsias – só perdem para os mosquitos o título de vetor que mais causa males à vida humana.

Quanto a estas, podem transmitir: encefalites e febres hemorrágicas (doenças causadas por vírus); tularemia (pode atacar a pele, olhos e pulmões), ehrlichiose (ataque aos glóbulos vermelhos e células sanguíneas brancas, principalmente monócitos e neutrófilo), febre maculosa, doença de Lyme (alterações cutâneas, sintomas parecidos com os da gripe, alterações musculoesqueléticas, artríticas, neurológicas, psiquiátricas e cardíacas) – doenças causadas por bactérias; e babesiose, doença causada por protozoários e causa febres intercaladas, anemia, problemas intestinais, cansaço, dor no corpo, dor de cabeça, e calafrios.

Medidas preventivas:

1- Tratar o animal afetado:

- aplicação de graxas neutras, óleos ou glicerina (provocarão asfixia destes animais), fazendo com que se desprendam facilmente.

- aplicação de banhos sob a forma de imersão ou pulverização de carrapaticidas em casos mais graves.

2- Em áreas infestadas por carrapatos:

- evitar sentar no solo e expor partes do corpo desprotegidas à vegetação.

- usar calças e camisas de manga longa, preferencialmente de cor clara (para melhor visualização da possível presença desses indivíduos)

- repelentes na roupa à base de permetrina ou deltametrina

- prender a barra da calça nas botas com fita adesiva.

- examinar o corpo à procura de carrapatos e retirá-los cuidadosamente com o auxílio de uma pinça ou luva.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia
Equipe Brasil Escola

Fonte: www.brasilescola.com


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